Com o consumo de creatina em alta e disputando espaço com o whey protein entre os suplementos mais vendidos no Brasil, cresce também o risco de produtos adulterados chegarem às prateleiras. Para reduzir ameaças à saúde, profissionais da área recomendam atenção redobrada a laudos laboratoriais e certificações independentes.
Documentação é o primeiro filtro
Sandra Regina Oliveira Garcia, nutricionista e coordenadora de Assuntos Regulatórios e Qualidade da Soldiers Nutrition, explica que a segurança do suplemento começa no laudo técnico. “São documentos emitidos por laboratórios especializados ou pelo próprio fabricante, exigidos pela ANVISA, que comprovam pureza, identidade e ausência de contaminantes”, afirma.
Na Soldiers Nutrition, cada lote passa por verificação em várias etapas: compra de matéria-prima apenas de fornecedores homologados, análise interna de pureza e de contaminantes (inclusive metais pesados) e testes adicionais em laboratórios terceirizados certificados.
Pureza de 99,77% em teste independente
Segundo laudo emitido em agosto de 2025 por laboratório independente e auditado pela certificadora PureSafe, a creatina da Soldiers Nutrition alcançou índice de pureza de 99,77%, um dos maiores já registrados no mercado nacional. A análise por cromatografia (PC 068) não detectou impurezas nem materiais estranhos, dentro dos padrões exigidos pela agência reguladora.
Certificações externas reforçam confiança
Para diminuir o risco de ofertas irregulares, Sandra destaca a importância de selos como o PureSafe, que realiza testes surpresa sem aviso prévio e divulga resultados no aplicativo da Coopenutri. “É uma forma de mostrar que o que está no rótulo corresponde ao que está na embalagem”, observa.
Rafael Pereira, head de marketing da Soldiers Nutrition, acrescenta que a empresa sustenta a transparência como pilar estratégico, abrindo as portas da fábrica para visitação e divulgando todos os laudos.
Imagem: Internet
O que verificar antes da compra
Mesmo sem acesso direto a análises laboratoriais, o consumidor pode adotar medidas simples para evitar produtos de baixa qualidade:
- Rótulo completo: conferir fabricante, CNPJ, lista de ingredientes, lote, validade e modo de uso;
- Selo de certificação: buscar marcas que exibam selos como PureSafe;
- Aparência e solubilidade: creatina de boa procedência costuma ser branca, sem odor forte e dissolver-se facilmente em água;
- Origem da compra: dar preferência a lojas oficiais ou e-commerce reconhecidos.
Sandra ressalta que apenas análises em laboratório comprovam, de fato, a pureza do produto. Ainda assim, observar cor, cheiro, solubilidade e rotulagem pode indicar possíveis irregularidades.
Com informações de Webrun



